O ALTO PREÇO A SER PAGO – Parte 1

Por: Julio Correia Neto | 8 de junho de 2018

No exato momento no qual eu escrevia este artigo, presenciei um atropelamento fatal de um profissional, no horário do almoço, por uma moto veloz, correndo de forma irresponsável por entre os carros, em uma rua engarrafada (aliás, atos de irresponsabilidade em nome da soberba é que não tem faltado nos tempos atuais).

A maldita palavra VELOCIDADE, novamente, sacrificando vidas. E que sacrificará cada vez mais nos anos vindouros. O novo mal da humanidade. PRESSA, ATROPELO. Todo mundo repetindo de peito aberto esta palavra: ‘precisamos ser ágeis, rápidos’. A grande vedete estúpida da hora feita sob medida para seres humanos cada vez mais estúpidos e imbecilizados, que não conseguem enxergar nem o nariz na frente da face.

A cada dia, ouço relatos de pessoas conhecidas e anônimas sobre as consequências sobre a saúde, por conta de vidas com baixo nível de regramento e bom senso. Geralmente, regadas de muita corrida por poder, status, cargos, dinheiro. A POSE EM PRIMEIRO LUGAR.

Dinheiro que depois está sendo consumido com tratamentos médicos, remédios e advogados.

Isso mesmo: advogados. Como tenho visto profissionais que estão tendo que se defender vítimas de suas empresas. Empresas que fizeram operações fraudulentas, por debaixo dos panos, e que nem todo executivo toma ciência do jogo. Os verdadeiros ‘buchas’ da história.

Profissionais que adquiriram sobre peso, crises de ansiedade, toque, cânceres, depressão, síndrome do pânico, outros distúrbios mentais e emocionais, alguns conduzindo ao suicídio. Mas a ignorante sociedade ainda chama isso de fraqueza, de falta de resiliência. Até que a dor bata a sua própria porta. Ai o discurso mudo. Ai pode ser tarde demais.

Estou tendo o desprazer de estar assistindo de camarote a derrocada de alguns pares do passado que me criticaram por ter stopado na hora certa. Hoje choram nos consultórios de terapeutas, psicólogos e psiquiatras.

Mas a arrogância e o egocentrismo continua cegando uma boa parcela dessa geração nova (e mesmo a velha guarda ‘experiente) que vem chegando, tolinhos acreditando que são especiais, que são muito mais talentosos, que tem muito mais jogo de cintura……ahhhh coitados!!!!! se pudessem tomar uma máquina do tempo e fosse verificar se o discurso feito a seus avós e pais não seguiu mais ou menos a mesma retórica atual.

Hoje criticam e serão criticados pelas gerações vindouras (isso se não lançarem um substituto para o homo sapiens, o que é bem possível). Observo uma geração que vai sofrer muito mais em breve do que a geração dos seus pais, que a geração dos seniores que eles criticam tanto. Os reflexos já podem ser notados, para quem acompanha o desenrolar das sociedades.

Pois bem: continuem se ‘estuprando’ atrás do sonho alucinógeno do primeiro bilhão pivotando uma startup de crescimento exponencial que estará melhorando a vida de milhões de pessoas em todo mundo. Não tem isca melhor para alimentar o ego de seres de tamanha baixa auto-estima, com necessidade tremenda por auto-afirmação, inflada por seus egos esquizofrênicos. A fórmula do envenenamento de novo em cena, com novas roupagens. Espero de verdade, de coração, primeiro, que consigam, segundo, que dê tempo de usufruir de todo o dinheiro ganho. E detalhe: com saúde e paz ‘espiritual’.

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