SOMOS TODOS ANIMAIS

Por: Julio Correia Neto | 4 de junho de 2018

Vivemos mergulhados na difícil compreensão de que somos todos animais. Não aceitamos que viemos para este mundo, para um dia partir. E de forma tão rápida. Lutamos diariamente por maior longevidade. Valorizamos a matéria visível e palpável, nosso corpo físico exterior, enquanto deixamos de lado nosso corpo interno, também físico, mas que mantém esta carcaça de pé, ativa, funcionando. Reflitam sobre este exemplo: muito de nós se preocupa tanto com o brilho da lataria do seu carro, mas pouco se preocupa com a manutenção do motor e demais componentes estruturais. E, desta forma, poluímos o ar, tal qual este mesmo veículo mal cuidado, que produz e lança gases tóxicos no ambiente, nós,seres humanos, produzimos e expelimos uma energia densa, pesada, repleta de sentimentos regados de apego. A mesma energia que voltamos a absorver e que nos faz viver.

Somos algozes de nós mesmos e dos eco sistema que haibtamos. Quanta insanidade. Observem o tamanho da estupidez humana. Deixamos-nos conduzir por sentimentos de superioridade fomentando a raiva, o ódio, a traição, a vaidade, a luxúria, a soberba, a guerra, o caos…..a destruição do homem pelo próprio homem. Uma necessidade esquizofrênica de auto-afirmação, oriunda de inúmeras manipulações, no decorrer dos séculos, desconectando ‘o corpo físico (matéria) da alma (energia)’, gerando uma tremenda baixa auto-estima, um tremendo vazio repleto de sentimentos de inferioridade.

Nossa mente é alimentada de tanta mentira que entra em conflito com algo muito maior interno. E, com isso, explodimos. A dor do aprisionamento é tamanha que precisamos gritar.

Os modelos culturais, os regramentos e convenções sociais (recheados de pré-conceito e descriminação) junto com um arcabouço de Leis, redigidas, em sua grande maioria, por seres psicóticos, foram nos aprisionando. Em conjunto, foram encobrindo quem realmente somos. Tornaram-nos fantoches, ratinhos de laboratório. Temos que ser classificados dentro de determinados modelos pré-estabelecidos, objetivando o controle quase que total de nossos pensamentos, de nossas vontades, de nossos desejos, de nosso conhecimento. Todos que se rebelam a tais modelos são perseguidos, mortos, mal falados e torturados. Observem quantas ideologias repletas de ‘verdades’ são taxadas de seitas do mal pelo simples fato de navegarem fora do universo perverso do ‘politicamente correto’. Quantos filósofos, pensadores e historiadores são rotulados e julgados em público por levarem de forma diferente a visão real do mundo, no qual habitamos.

Criam-se literaturas, influenciadores (digitais ou não), mestrados, doutorados, especializações, congressos, seminários, workshops, feiras, palestras….um grande parte voltada para a manipulação, para que 99% pensem igual, sigam a mesma agenda. A hipnose coletiva é muito forte. Manipula-se pela força da repetição das palavras através das vibrações que emitem. Os manipuladores algozes são sempre coitadinhos, sempre se fazem de vítimas com palavras adocicadas, melosas, buscando sempre inverter o tabuleiro (eles são sempre os senhores da razão, por meio de seus títulos impostos, doados e/ou comprados). Comungam de uma aliança de favorecimentos entre si que denominam de Network. Eu chamo de golpistas, pulhas, escória da humanidade. Jogo piramidal envolvendo financistas, governos, mídia, grandes industriais e celebridades (quem manda de verdade e seus vassalos de luxo).

Estamos doentes, perdidos, desorientados (simplesmente todos, sem exceção). Durante muitos séculos, formos orientados a procriação, a perpetuação da espécime. Isso é o que realmente interessa. A formação de novos exércitos de escravos, alicerçado na Lei da Evolução. Como outros animais ditos irracionais, matamos outros animais para nos alimentar, para nos defender. O ser humano, por sua vez, tem se sobressaído: mata o seu próprio semelhante por prazer, por inveja, por despeito, por vingança. Definitivamente, não somos seres normais. Transformaram-nos em ‘monstros’. Alguns comem de nossa carne e bebem do nosso sangue em ditos rituais sagrados (alimentando a tal energia pesada que mencionei no início deste texto, que os místicos denominam de magia negra). O que parece ser demonstração de amor em muitos, na verdade são carências alimentadas pelo medo do inferno, pela culpa de tentar transgredir regras impostas, pelo remorso e o arrependimento de buscar ser você mesmo, se libertar dos grilhões da alienação. Poucos são os que agem de ‘coração puro’.

A vida humana, tal qual conhecemos, se tornou um grande circo de horrores. Poucos conseguem perceber isso escondido por detrás de máscaras de conformismo e exibicionismo, alimentado pelas redes sociais, nos tempos atuais. O que mais observamos são pessoas se mostrando como exemplos de sucesso, de capacidade de superação, de preocupação com o próximo. Grande parte não passa de falácias, que fazem uso destas plataformas como forma de saciar suas neuroses mais profundas.

Desculpem concluir este texto com esta mensagem, mas o ser humano que, a principio, poderia ser algo divino, se transformou em um verdadeiro lixo ambulante, destruidor de seu próprio habitat conhecido. Ou será que sempre foi uma aberração da natureza, cuja verdade nos é escondida a sete chaves por todo este tempo?

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