DESALENTO

Por: Julio Correia Neto | 18 de junho de 2018

Milhares de pessoas têm apresentando cada vez mais comportamentos apáticos, causados pela perda da esperança e do esvaziamento da fé com a vida.
As crendices religiosas seculares têm matado espiritualmente muita gente. Difícil compreender isso, principalmente para quem tem formação cristã. Mas, neste texto introdutório, vou procurar iniciar o clareamento dos fatos, de forma simples e respeitosa a todos. Mas, coloquem-se abertos ao novo.
As religiões se baseiam em dois pilares digamos principais: alimentar sentimentos de medo e de culpa. Deles podemos enumerar diversas teorias:

 

. Do céu e do inferno
. Do purgatório
. De um Deus superior
. Dos deuses pagãos
. Do destino
. Sorte e azar
. Do carma
. Da reencarnação
. Dos seres obsessores
. Dos Santos
. A lei da atração

Com isto passam a dominar de forma cruel a mente e a vida das pessoas.

Volto a frisar aqui: não é fácil compreender isso, portanto não fique chocado.

Como alguns estudiosos já disseram e tenho que concordar atualmente: “Deus é uma experiência existencial, transcendental”. Mas como obter tal vivência se fomos brutalmente modelados a seguir uma inteligência racional-mental, ou seja, da nossa espiritualidade? E aqui cabe um parêntesis: ser religioso é completamente diferente de ser espiritual. Você pode ser um religioso e não ter vínculo nenhum com a espiritualidade. A junção dos dois sempre será o ideal, mas a cada dia mais difícil. Sem isso gera a tal perda da esperança e da fé alimentando o DESALENTO. Temos inúmeros estímulos externos diários voltados ao ter material, mas muito poucos estímulos voltados ao ser interno, à existência. Com isso, nos anulamos, nos fechamos quanto ao auto-conhecimento alimentando a infelicidade e o vazio.

Precisamos compreender algo: somos fenômenos físicos, químicos e biológicos. A psicologia, a parapsicologia, a medicina molecular, a biociência, a neurociência conseguem hoje desmistificar muitas crendices e dogmas religiosos.

Quando falamos espiritual não estamos nos conectando a visões religiosas, tais como espírito ou alma. É algo muito maior, transcendente, energético, sensorial, divino.

Considero que a denominada era cristã foi à transição de um modelo de escravização pelo medo focado na força física para um modelo de escravização pior, mais covarde, ou seja, pelo medo focado no terrorismo psicológico (manipulação das mentes, pensamentos e emoções). Foi construído um mindset altamente limitante fazendo com que as pessoas passassem a não mais enxergarem a origem de tudo, sua pura essência. Em cima dele, se sustentam os pensamentos que definem nossos destinos. Portanto, não basta ficar tão somente dizendo: “tenho que pensar positivo e tudo irá acontecer”. Ilusão. Pegadinha de mau gosto.

Sem compreendermos nossa estrutura biológica e genealógica nunca compreenderemos porque agimos, pensamos e/ou nos comportamos de determinada forma. Tudo isso misturado com os impactos externos do ambiente aonde nos criamos e convivemos.

Por que somos pré-conceituosos, racistas, elitistas, medrosos, atirados, arrojados, determinados…..está intrinsecamente relacionado a nossa estrutura interna. Destino, sorte? Uma falácia religiosa. Livre-arbítrio? Somos donos de nosso destino? Mais ou menos. Não é bem assim que a banda toca. Muito mais profundo e complexo.

Portanto, muitas pessoas quando despertam e caem nesta realidade de que foram enganadas por muitos anos seguidos podem entrar em depressão profunda, podem desacreditar em tudo a volta, até chegando à demência e ao suicídio.
Muito mal tem sido feito a humanidade. Se considerarmos os últimos 150 anos então nem se fala.

Observe como a valorização do egocentrismo é valorizado ao extremo refletido nos castelos, fortificações e mosteiros religiosos suntuosos espalhados pela Europa. E as pessoas se encantam com essa magia destrutiva do luxo e da riqueza exagerada.

As joias e vestimentas expostas nos museus causam frisson. A vida das realezas ainda existentes pelo mundo. Mas poucos conseguem ler que por detrás de todo esse exibicionismo se esconde muito sangue de milhões de vidas humanas barbaramente destruídas (exploração de colônias na África, América Latina e Índia, por exemplo). E tal prática se estende até os dias atuais, de forma cada vez mais perversa (o luxo como distinção de poder e status entre as pessoas).

O externo sempre nos holofotes em primeiríssimo lugar. Felicidades superficiais e momentâneas. Destruíram o ser humano. Destruíram suas emoções e seu psíquico. Aniquilaram sua harmonia e equilíbrio como ser. Ocultaram e distorceram a verdade, a fonte de tudo, para o bel-prazer de poucos. O bem-estar de milhares sendo cada vez mais sustentado por ansiolíticos, drogas e remédios diversos para se manterem sempre mascarados de um falso up, independente de país ou classe social.

Na parte II, continuaremos a aprofundar mais sobre o tema, desmistificando crenças até então inabaláveis tais como:

. Ectoplasma
. Fenômenos de materialização
. Audição de vozes
. Mundos paralelos
. Outras dimensões
. A indústria da beleza

Até breve, então.

 

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