O Fim do Mercado Formal de Trabalho! Você Está Preparado?

Por: Julio Correia Neto | 14 de julho de 2015

Você está preparado para a nova onda do mercado de trabalho que já está ai pertinho de você, batendo a sua porta? Em um país aonde a preocupação com carteira assinada é grande, com custos trabalhistas elevadíssimos, comparados a muitos outros países do mundo, o que você tem feito para passar desta fase imune?

O conceito de home-office já está ai; o comércio eletrônico também; as empresas modernizando suas plantas e processos em um ritmo acelerado o que significará, não o corte, mas a extinção de muitas funções. Quantas já não foram extintas e nem nos damos conta disso?

E Você: Têm Acompanhado Todas Estas Mudanças?

Você conhece o seu diferencial que fará a diferença neste novo cenário laboral? Você se considera um profissional multitarefa/disciplinar ou especializado? A sua especialização continuará a ser requerida neste novo cenário ou não? Tem buscado o aprendizado ou desenvolvimento de novas competências? Você está familiarizado com os conceitos de Marketing Digital, Marketing de Conteúdo, Internet, Redes Sociais e as novas plataformas virtuais de venda?

Por que não aproveitar o momento de crise político-econômica pelo que passa o Brasil e repensar seus conceitos, repensar sua vida, abrir seus horizontes para novas oportunidades?

Nos momentos conturbados é que surgem as grandes oportunidades, você não sabia disso? Vai ficar sentado esperando a navalha ‘ceifar o seu pescoço’? Muitas posições de trabalho estão sofrendo cortes e muitas delas serão extintas em definitivo.

O mercado pressiona o governo para reduzir os encargos trabalhistas, a burocracia trabalhista e a modernização da CLT. O Brasil vai ficar de cara com um dilema: ou se moderniza ou afunda de vez nas práticas antiquadas do passado. Quem pagará a conta serão os trabalhadores.

Os agentes de capital continuarão a ganhar dinheiro e muito mais, pois introduzirão cada vez mais processos automatizados de produção, requerendo cada vez menos mão de obra.

Os ganhos são enormes: folha de pagamento menor, diminuição dos riscos de processos trabalhistas, máquinas não faltam ao trabalho, não pedem demissão, não fazem greve, não ficam doentes, não reclamam e trabalham 24 horas diretas.

Ainda não parou para pensar em todas essas variáveis? Então está mais do que na hora de começar a pensar nisso. E não vai adiantar o governo ficar abrindo inúmeros concursos públicos, inchando a ineficiente máquina administrativa, para dizer que o nível de emprego está controlado. Tudo tem um limite. E mudanças estruturais forçosamente terão que acontecer.

Mas e a grande maioria, vai viver do que? Vai sobreviver de bico em atividades periféricas? Ainda mais em uma sociedade aonde não se privilegia a educação, preferindo a ignorância? Continuaremos no subdesenvolvimentismo de um país de serviços básicos e de exportação de commodities ao invés de aproveitar oportunidades de inovação, de valor adicionado?

As pessoas esquecem que não adianta uma minoria ter um bom emprego, ganhar bem, se a grande massa ‘passa fome’, ‘vive a margem da sociedade’. Todos pagarão o preço, de alguma forma: violência, insegurança política, inflação, serviços de baixa qualidade (saúde, educação, infraestrutura), preços exorbitantes, etc, etc, etc.

Este artigo visa dar um solavanco nas pessoas que se encontram perdidas. Acordem, busquem se conhecer. Busquem se aperfeiçoar. Não se prendam a formas tradicionais de trabalho. Mais cedo ou mais tarde vão ruir. No mundo inteiro estão acontecendo pressões. No Brasil será diferente? Libertem-se. O importante é trabalhar e não ter emprego.

A grande maioria das pessoas precisa mudar esta mentalidade retrógrada que acomoda e sabota as pessoas. O mundo é feito de oportunidades diárias. Vence, chega lá, quem tem coragem de se transformar e transformar o mundo a sua volta.

E você, está esperando o que? Seja diferente, faça diferente, busque se antecipar as tendências e não se deixar levar e ser engolido por elas. Sucesso a todos.

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